sábado, 4 de fevereiro de 2012

VIDA


Seus olhos sorriam...
Não havia promessa.
Só a certeza das emoções.
O momento do agora, infinito,
Que não adivinhava o porvir,
Mas desejava, ardente,
O instante da doação final;
O suspiro derradeiro
Dos que morrem de amor
Pelo amor primeiro.
Acalentando no coração
O sonho...
E as mãos estendidas
Buscavam um pouco de vida.
No olhar brincava uma lágrima.
Nos lábios, um sorriso transparente.
O futuro chegara,
Trazendo a sabedoria dos tempos,
Que concedia
Aos que souberam esperar
A dádiva do recomeço.

Arlette Santos


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