domingo, 13 de maio de 2012

ORQUESTRA


A lua não tem batuta, mas rege magnificamente uma orquestra formada de estrelas. Basta sentir no coração a melodia, divina, transcendental... Ao término da apresentação entra em cena o Astro Rei aplaudinho, com sua imensa luz, o maravilhoso espetáculo celestial oferecido à Terra.


Arlette Santos

quinta-feira, 26 de abril de 2012

CORAÇÃO PEREGRINO


Meu coração peregrino

Bate sem destino
Pelo mundo afora.
Não tenho sistemas
E nem doutrinas.
Crer em Deus é minha sina.
A liberdade está dentro de mim,
Viver e sonhar é agora.

Busco somente a verdade.
Abandono a ansiedade
A vida não tem fim.
Entre montes e horizontes,
No mar, no lago ou na fonte
A vida sorri pra mim.
Amores e quimeras já vivi.

Descanso no vale verdejante
Lembrando um sorriso distante
Que já sorriu pra mim.
Sigo por todos os cantos
Do mundo, num acalanto.
O último pranto secou.
O pássaro canta evocando o amor.
Isto é ser feliz.

Aceno meu lenço branco,
A paz continua aqui.
Coração peregrino...
Eu sou assim...


Arlette Santos


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HÁ PESSOAS



Há pessoas que se foram,
Há pessoas que passaram.
São pessoas que amei,
São pessoas que me amaram.

Elas estão em outra parte
Do universo infinito.
Passaram, deixaram saudades,
Morada dos Anjos é seu abrigo.

Não me permito sofrer pela ausência,
Sonho um dia reencontrá-las.
Há mistérios entre o céu e as estrelas,
Mas reconhecerei suas almas ao vê-las
Pois nunca deixei de amá-las.

Arlette Santos

terça-feira, 20 de março de 2012

VERSOS E POEMAS


Relendo versos e poemas,
Que a duras penas
Escrevi em momentos de solidão,
Recordo um passado
De antigas cenas,
De esperança,
Amor e paixão.

Você entrou pela minha vida,
Me despertou e me deixou incerta.
Saiu sem despedida,
Sem nunca ter dito um sim,
Nem sequer deixou um não.


Tudo que vivi
Entre sonhos e quimeras,
Em luares de primavera,
Ou num gélido inverno qualquer.
Só restou a dor da saudade,
Um amor sem realidade
E eu transformada em mulher.

Arlette Santos

UMA ROSA AMARELA

Era uma rosa amarela

que você cultivou

colocou meu nome nela

e a regava com amor.


Na primavera era podada

E crescia com mais vigor

e outra rosa amarela voltava

eras meu jardineiro do amor.


Dentro de um simples vasinho

Ela cresceu, germinou

Nasceram alguns botõezinhos

Abrindo-se todos em flor.


Um dia o vento bateu forte

E a rosa despetalou

Mas ela sabia que era forte

E pelo seu carinho esperou.


O sol causticante a feriu

Mas ela o perdoou

Sentiu sede e sentiu frio

Esperando o seu amor.


Foi murchando a triste rosa

Você não mais a regou

Tão bela, brilhante e cheirosa

Já não era mais rosa, sem o seu amor


Acabou-se a linda rosa

O jardineiro a esqueceu

Dentro do vaso se quedou, silenciosa

E a rosa cheirosa, de saudades morreu...


Arlette Santos